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HomeMarcília Cavalcante BarrosMay 25, 2006
Artista multimídia graduada em Comunicação Social com habilitação em Cinema e Vídeo, iniciou na TV FTC desenvolvendo pesquisa, roteiro e criação de vinhetas e programas, ainda na TV trabalhou para na produção do Amazing Race/AXN entre outras Tv's internas.

Como diretora de vídeo realizou trabalhos premiados como "Xukuru Ororubá" que aborda a questão indigena no nordeste e "Comportapitalismo" vídeo poema experimental com trilha de música eletronica.

Filmografia
"Sindrome" - 2003
"Panoptico, Laboratorio De Poder" - 2004
"Comportapitalismo" - 2005
"Xukuru Ororubá" - 2007
"Reinado Encanatdo" (finalizando) - 2009

No cinema Trabalhou em filmes de longa e curta metragem como "Cidade Baixa", "Capitães da Areia", "Trampolim do Forte", "Clemência" e "A morte e a morte de Quincas Berro D'Agua".

Em 2008 inicia o trabalho como VJ Esquizomachine e passa a projetor com bandas e em festas de música eletrônica além de compor parcerias com Dj's e VJ's para realizar performances experimentais. Já projetou com a banda de Rebeca Mata no evento do Abril Pro Rock de Recife e junto a DJ's como Maldito(BA), Cigarra vs Danka (BA), E.Lise (RJ) entre outros... Vem realizando experiências multimídias como:

Lounge Multimídia: Live Act
Experimentações Audiovisuais
DJ Boing + DJ Híbrido + VJ EsquizoMachine
http://www.seminariodecinema.com.br/br/ver_programacao.php?id=78

Resposta Monocromática
Experimentações audiovisuais somadas a dança
http//estudioeppa.org

É integrante dos coletivos Eppa e LaFunHouz.

Sites
www.youtube.com/esquizoteque
www.twitter.com/esquizomachine



Photo AlbumEventosMar 5, '09 4:30 PM
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Post de vários eventos apoiados e ou realizados pela esquizoteca!

EventMar 5, '09 3:52 PM
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Start:     Mar 5, '09 4:00p
Location:     CIRCUITO SALA DE ARTE DO MAM
http://www.terravermelhaofilme.com.br/

Começa já com o nome "XUKURU ORORUBÁ". Você sabe o que é isso? Nem eu! Durante quinze minutos a diretora Marcilia Barros confronta os espectadores com imagens e textos que permanecem "estranhos". Filmado em P&B em Super -8 e DV (24fps), o estranhamento do título prossegue nas suas opções estéticas. São imagens de arquivo o que vemos no início do filme? (Não, não são. Mas era isso mesmo que ela pretendia evocar.)

E o estranhamento continua: Que índios são estes tais "Xukuru"? Eles não tem nada de bon sauvage, não evocam nenhuma fantasia romântica de pureza e harmonia.
Tão pouco são aqueles índios "estranhos" ou "diferentes" , "primitivos" ou "violentos", que aparecem regularmente na mídia. São índios de cocar, mas com imagens de Padre Cícero nas suas casas. Que dançam toré, encontram seus "encantados", mas falam uma linguagem altamente politizada. Linguagem de mundo globalizado. Falam de lutas, revezes e conquistas. Seria esta a aldeia global?

Logo no ínicio do filme a índia Zenilda, viúva do cacique Xikão , conta que, quando eles se casaram, "ela ainda não sabia que era índia". E ai começa a história que conta como os Xukuru vão resgatando, ou melhor, reconstruindo suas identidades. Os índios contam sobre perseguições e ameaças, sobre a violência dos posseiros, sobre os assassinatos. Mas eles contam também como a articulação política do Cacique Xikão e os empreendimentos do pajé Zequinha terminaram levando a demarcação e a posse de suas terras e também a um processo de reconstrução de sua identidades. O Cacique Xikão foi morto pelos posseiros, mas os Xukuru voltaram a ser índios. Talvez o mais correto seja dizer que se eles "tornaram-se" índios. Índios barbados, seres hibridos. Como o próprio nome Xikão (e Zenilda e Zequinha...).

Estes seres híbridos, distantes e desconhecidos -  pelo menos pra mim, criada na cidade mais africana da diáspora negra - se, por um lado, não se encaixam nas categorias "comuns", nas imagens difundidas sobre "índios", sobre os "outros", por outro lado, eles são apresentados como pessoas como você e eu. Seres híbridos. Pessoas num coro pluralista que procuram construir um espaço onde eles/nós possam/possamos viver sua(s) identidade(s). Nada mais distante da minha vida do que índios, mas, assistindo "Xukuru Ororubá" percebi que tanto nos separa, quanto nos une. O índio sou eu.

A propósito: "Xukuru" todo mundo já entendeu o que é. "Ororubá" é o nome da serra onde eles vivem em Pernambuco". Xikão foi assassinado por posseiros, mas a nova geração assumiu o poder. Axé Xukuru!


Laura Bezerra, Salvador 26/7/2008


Xukuru Ororubá (BA 2008)
15 min, P&B, Super-8 e DV (24fps)
Direção e roteiro: Marcilia Barros

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Dia 26/07 na sala principal do TCA será exibido o vídeo documentário Xukuru Ororubá no Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual.

Blog EntryMay 26, '08 5:44 PM
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Acabo de voltar de Pesqueira fui acompanhar o evento do povo Xukuru e exibir o vídeo. A Assembleia tava mais cheia que no ano passado e a caminhada ainda mais. Nas ruas de Pesqueira a população aplaudiu a chegada dos indios, o MST marcou presença com as bandeiras vermelhas e a festa continuou na cidade com a presença do governador do estado, que lotou as vielas da cidade. O povo Xukuru permanece lutando e bravamente vem vencendo os obstaculos que lhe são impostos desde de sempre. Salve o povo Xukuru, Salve as matas e a força dos encantados.

LinkMay 23, '08 9:35 PM
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Link: http://www.myspace.com/rebecamatta

Para perceber Rebeca Matta...
Rebeca Matta ocupa uma posição particular no cenário musical brasileiro contemporâneo. A cantora e compositora revela em seu trabalho uma abertura singular a ritmos e influências musicais diversos, como o trip-hop, o rock, o pop industrial e a MPB.

LinkApr 28, '08 4:57 PM
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Link: http://www.cabraquentefilmes.com.br/noticias_funarte.php

Oficina de Vídeo na Serra do Ororubá, projeto proviniete do nosso vídeo documentário sobre a comunidade Xukuru.


Photo AlbumRebeca MattaFeb 16, '08 1:13 PM
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Photo AlbumDrama QueensJan 28, '08 12:36 PM
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Ressaca do Carnaval Drama Queens e Rebeca Matta

EventJan 28, '08 12:31 PM
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Start:     Jan 28, '08 12:00p
End:     Feb 8, '08
Location:     http://www.youtube.com/watch?v=qRvZzcSVe_w
Amor, sonhos, delírios e contradições viram poesia no som electro rock da banda baiana com pitadas do Rio de Janeiro e São Paulo. Formada há quase um ano pelas atrizes Natália Garcez e Maria Rosa Espinheira (vocais), Pedro Curvello (guitarra) e pelo Dj Phantasma nos samplers eletrônicos, a banda eletrônica realiza performances teatrais embaladas por letras poéticas e, sobretudo, irreverentes.

Contatos para show: dramaqueenband@gmail.com


EventJan 11, '08 8:12 AM
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Start:     Jan 13, '08 6:00p
Dia 13.01 na praça da cruz caída-Pelourinho as 18hs
DramaQueens com Maria Rosa Espinheira

Blog EntryJan 11, '08 1:56 AM
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Carta de Agnaldo Xukuru da Prisão

CARUARU 06/01/08

POVO XUKURU DO ORORUBA, GUEREIROS E GUEREIRAS XUKURU, QUE A FORÇA ENCANTADA DO REINO DO ORORUBA, ESTEJA COM TODOS E TODAS NESTE MOMENTO.
ESCREVO-LHES DA PRISÃO, ONDE COM MUITA DIGNIDADE, TENTO RESISTIR, COMO FEZ MEU POVO, DURANTE ESTES 507 ANOS. ESTOU SOFRENDO MUITO - NÃO APENAS PELO FATO DE ESTAR PRESO, MAS POR CONTA DE QUE ME TIRARAM DO MEIO DO MEU POVO, DOS COSTUMES E TRADIÇÕES DO POVO XUKURU, NÃO PERMITIRAM QUE ESTE ANO, EU PUDESSE ESTAR RECEBENDO COM VOCES, AS FORÇAS ENCANTADAS DO REINO DO ORORUBA. NO ENTANTO NÃO ME TIRARAM ALGUMAS COISAS QUE CONSIDERO ESSENCIAL; A MINHA DIGNIDADE, O MEU AMOR PELO MEU POVO,O MEU COMPROMISSO COM A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE FUTURO DO MEU POVO, QUE SIGNIFICA A CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR, SEM OPRESSORES E OPRIMIDOS.
AQUELES QUE NOS PERESEGUIRAM NO PASSADO, ATRAVÉS DOS NOSSOS ANTEPASSDOS, AINDA HOJE NOS PERSEGUE REPRESENTADO PELAS ELITES DE PESQUEIRA, PELOS QUE DETEM O PODER E COM ELE, CONSEGUEM MANIPULAR ALGUNS DESCOMPROMETIDOS COM A LUTA DO NOSSO POVO E QUE SÓ PENSAM EM TIRAR PROVEITO PROPRIO.
SÃO MUITAS E ARTICULADAS AS FORÇAS CONTRARIAS ÁS NOSSAS LUTAS, AO NOSSO POVO.More…
ESTÃO CADA VEZ MAIS TENTANDO ATRAPALHAR O TRABALHO QUE NOSSAS LIDERANÇAS VÊM BUSCANDO DESENVOLVER. NO ENTANTO, ESSES, QUE SE UNEM PARA DESTRUIR O POVO XUKURU, ENCONTRAM PELA FRENTE MUITOS OBSTÁCULOS E EIS ALGUNS DELES:
1° NOSSAS LIDERANÇAS NÃO SE VENDEM, APESAR DE TEREM DIFICULDADES FINANCEIRAS.
2° SOMOS UM POVO NUMEROSO E UNIDOS, CONCIENTE DOS DIREITOS E NÃO NOS DEIXAMOS MANIPULAR.
3° NOSSO POVO CONTAM COM UMA ESTRUTURA DE ORGANIZAÇÃO SÓLIDA, COMO O CISXO, COPIXO, CONSELHO DE LIDERANÇAS - ASSOCIAÇÃO.
4°TEMOS UM CACIQUE DINÂMICO QUE TRABALHA E NOS DEIXA TRABALHAR E UM PAJÉ, QUE NOS AJUDOU A ENXERGAR E VALORIZAR A FORÇA ENCANTADA DO REINO DO OROUBÁ.
5°TEMOS UMA MEDIUNIDADE PREPARADA PARA JUNTOS QUEBRAR-MOS TODA FORÇA CONTRÁRIAS A NOSSAS LUTAS.
GOSTARIA DE, AQUI DA PRISÃO, PEDIR A UNIÃO DE TODA FORÇA ENCANTADA.
AGRADECER OS APOIOS, DAS DEMOSTRAÇÕES DE CONFIANÇA EM MIM E NO COMPANHEIRO RINALDO, QUERO AINDA AFIRMAR QUE SOU INOCENTE E QUE ACREDITO NA JUSTINA DIVINA.
ESTOU CHEIO DE ESPERANÇAS QUE EMBREVE ESTAREI DE VOLTA PARA CONTINUAR A LUTA POR DIAS MELHORES JUNTO AO MEU POVO.
NO ENTANTO, SEI QUE ESTOU PAGANDO UM PREÇO ALTO POR ESTAR AFRENTE, JUNTO AS DEMAIS LIDERNÇAS, DAS LUTAS E CONQUISTAS QUE TEMOS… PORTANTO, ESSE PREÇO PAGO COM MUITA DIGNIDADE E PESSO APENAS, NESSE MOMENTO, TÃO DIFICIL QUE AS FORÇAS CONTINUEM UNIDAS, ACREDITANDO NA NOSSA INOCENCIA.
MAS GOSTARIA DE DIZER AINDA, PRA FINALIZAR:
PESSOAS (INDIOS) ESTÃO MORRENDO EM NOSSO TERRITÓRIO NOS ULTIMOS ANOS E A MAIORIA DELAS, ATRAVÊS DE EMBOSCADAS TODAS NO TERRITÓRIO XUKURU E ISSO PRECISA TER FIM.
CHICO QUELÉ FOI A PRIMEIRA VITIMA, DEPOIS DE XIKÃO. QUEM ESTÁ POR TRÁS DESSAS MORTES, DESTES CRIMES HEDIONDUS, PRECISA PAGAR POR ELES, POIS SE NÃO INOCENTES ACABAM PAGANDO SEM DEVER. NOSSA GRANDE LUTA É PELA VIDA, COMO NOS ORIENTA NOSSO PAI TUPÃ, DA QUAL SEREMOS SEMPRE OS GRANDES PROMOTORES E PROMOTORES.
CHEGA DE IMPNIDADE, CHEGAM DE PESSEGUIÇÃO AS LIDERANÇAS E AO POVO XUKURU.
AQUELES QUE OS TENTAM DESTRUIR TEM QUE APREDER QUE APRENDEMOS COM O NOSSO GRANDE PROFESSOR XIKÃO: EM CIMA DE MEDO CORAGEM, COM O CACIQUE MARCOS; DIGA AO POVO QUE AVANCE, DIGA AO POVO QUE AVANCE! COM O NOSSO PAJÉ; QUE AS NOSSAS FORÇAS ESTÃO NA PEDRA DO REINO DO ORORUBA .
AGRADEÇO ESPECIALMENTE AOS NOSSOS PARCEIROS , PELA ARTICULAÇÃO , PELO CREDITO NO NOSSO TRABASLHO.
NOSSO POVO É FORTE E JUNTO COMIGO CONTINUARA RESISTINDO E COMO DISSE UM GRANDE LIDER INDIGENA SOMOS MILHÕES E MESMO QUE TODO O UNIVERSO SEJA DESTRUIDO , NÓS VIVEREMOS SALVE AS FORÇAS ENCANTADAS DO REINO DO ORORUBA ALVE AS MATAS , AS PEDRAS E AGUA SALVE A UNIÃO E A FORÇA DE TODO O POVO XUKURU M BEIJO NO CORAÇÃO DE TODO O MEU POVO E UM FELIZ ANO NOVO CHEIO DE PAZ E HARMONIA PARA TODOS E TODAS.

DO AMIGO APRISIONADO

AGNALDO XUKURU.

Blog EntryDec 19, '07 1:26 PM
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Runas

Blog EntrySep 16, '07 8:16 PM
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Banksy é um dos mais conhecidos artistas de rua do mundo. Nascido em Bristol, Reino Unido em 1975 seus stencils são facilmente encontrados nas ruas de Londres.
Não se sabe a identidade de Banksy. Ele não costuma dar entrevistas e fez da contravenção uma constante em seu trabalho, sempre provocativo.
Recentemente, ele trocou 500 CDs da cantora Paris Hilton por cópias adulteradas em lojas de Londres, e colocou no parque de diversões Disney uma estátua-réplica de um prisioneiro de Guantánamo.
Sua obra é carregada de conteúdo social expondo claramente uma total aversão aos conceitos de autoridade e poder.
Em telas e murais faz suas críticas, normalmente sociais, mas também comportamentais e políticas, de forma agressiva e sarcástica, provocando em seus observadores, quase sempre, uma sensação de concordância e de identidade.
Apesar de não fazer caricaturas ou obras humorísticas, não raro, a primeira reação de um observador frente a uma de suas obras será o riso. Espontâneo, involuntário e sincero, assim como suas obras.


Blog EntryAug 16, '07 11:38 AM
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O décimo primeiro Simpósio Brasileiro de Computação Musical será realizado em São Paulo, capital, no campus da Universidade de São Paulo, de 1 a 3 de setembro de 2007.

Os simpósios brasileiros de computação musical são organizados pelo NUCOM, uma comissão especial da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e será organizado pelo Departamento de Ciência da Computacão do IME/USP em conjunto com o Departamento de Musica da ECA/USP.

O congresso terá palestras de pesquisadores renomados, sessões de apresentação de artigos técnicos e de comunicações musicais além de paineis de discussão e concertos. Pesquisadores, músicos, educadores, fabricantes e todos que se interessam pela relação entre música e tecnologia, estão convidados a participar.

EVENTOS ESPECIAIS:

Palestra convidada de Roger B. Dannenberg, Carnegie-Mellon University, USA.

SBCM 2007: best student paper prize:

Temos o prazer de anunciar que o melhor artigo de estudante apresentado durante o SBCM será premiado. Todos os artigos que tiverem um estudante como autor principal é elegível para o prémio. Um pequeno comitê selecionará o melhor artigo baseado em sua versão final, submetida ao sistema JEMS apos a incorporacão dos comentarios dos pareceristas. Dois prêmios serão dados: um para o melhor artigo técnico e outro para o melhor artigo musical.


Datas importantes

15 de junho (prorrogado) Submissão de artigos e pôsteres
15 de julho Notificação de aceitação
30 de julho Versão final dos artigos aceitos
1 a 3 de Setembro SBCM'2007
4 de Setembro Palestras abertas
Tópicos de Interesse

Os tópicos do simpósio incluem, entre outros:


Acústica, difusão e sonorização
Inteligência Artificial
Vida artificial e sistemas musicais evolutivos
Projeto de equipamento de áudio
Processamento digital de sinais de áudio
Análise musical auxiliada por computador
Educação musical auxiliada por computador
Musicologia auxiliada por computador
Música distribuída
Internet e aplicações Web
Música e Áudio em sistemas e aplicações multimídia
Estrutura e representação de dados musicais
Recuperação da informação musical
Notação musical, impressão e reconhecimento óptico.
QoS para sistemas de áudio
Psicoacústica e modelagem cognitiva
Sistemas interativos de tempo-real
Software, systemas e linguagens para composição
Síntese de som



Blog EntryAug 10, '07 7:02 PM
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09.08.07
Solenidade de Premiação
Será realizada no dia 15 de agosto, a partir das 20h30, no SESC Vila Mariana



Convite
O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, juntamente com o SESC São Paulo e a Associação Guarani Tenonde Porã, realizarão, no dia 15 de agosto, a partir das 20h30, no SESC Vila Mariana, na capital paulista, a solenidade de entrega de certificados de premiação aos representantes das 82 iniciativas selecionadas no Prêmio Culturas Indígenas 2006 – Edição Ângelo Cretã.

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, estará presente na cerimônia. Além dele, participarão do evento o secretário da SID, Sérgio Mamberti, o diretor regional do SESC São Paulo, Danilo Santos de Miranda, o presidente da Associação Guarani Tenonde Porã, Dinarte Benites Guarani, membros das instituições envolvidas, várias personalidades do governo, da sociedade civil e também 150 lideranças indígenas de todas as regiões brasileiras. Dentre essas lideranças estará Romancil Cretã, da etnia Kaingang, do Paraná, filho de Ângelo Cretã, que foi o homenageado na primeira edição.

Criado pelo MinC em abril do ano passado, o Prêmio tem vários objetivos, como, por exemplo, valorizar e dar visibilidade aos projetos culturais das comunidades indígenas.


Outros Acontecimentos

Na mesma solenidade, vários eventos farão parte da programação. Haverá, por exemplo, o lançamento do livro referente à primeira edição do Prêmio Culturas Indígenas. A publicação contém mais de 300 páginas com textos, fotos e outras ilustrações que dizem respeito às 467 iniciativas inscritas para a premiação, das quais 82 foram selecionadas.

Também consta da programação o lançamento da segunda edição do Prêmio Culturas Indígenas – Edição Xicão Xukuru, que se desenvolverá em 2007, e que ampliará para 100 o número de projetos selecionados. Na ocasião, ainda será anunciada a realização da Campanha de Valorização das Culturas dos Povos Indígenas, trabalho que vem sendo organizado pela SID/MinC juntamente com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

De 16 a 19 de agosto, outro acontecimento importante a se realizar no SESC será a Mostra Cultural Indígena, aberta ao público, com rodas de histórias, debates, músicas e oficinas de artesanato. O SESC Vila Mariana fica na Rua Pelotas, nº 141, na capital paulista.


O Prêmio

O Prêmio Culturas Indígenas foi criado pelo Ministério da Cultura em abril de 2006. Ele é coordenado pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, num trabalho feito em conjunto com a Associação Guarani Tenonde Porã, organização indígena sediada em São Paulo. O projeto tem o patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

A primeira edição do prêmio atraiu a atenção de inúmeras comunidades, aldeias e organizações indígenas de todo o Brasil. O MinC recebeu um total de 467 projetos culturais, dos quais 82 foram selecionados, em dezembro de 2006, por uma comissão julgadora composta por indígenas e não-indígenas. O valor total da primeira premiação foi de R$ 1,2 milhão, sendo que cada um dos selecionados foi contemplado com R$ 15 mil. No Brasil existem cerca de 225 povos indígenas, que falam 180 línguas distintas.


Confira a programação.


Informações: (61) 3316-2129; identidadecultural@minc.gov.br ou (11) 5080-3042; imprensa@vilamariana.sescsp.org.br; pci.2007@terra.com.br.




(Texto: Gláucia Ribeiro Lira, Comunicação SID/MinC)
(Edição: Comunicação Social/MinC)



02.08.07
Mostra Cultural Indígena
De 16 a 19 de agosto, no SESC Vila Mariana, em São Paulo, atividades de intercâmbio com a participação de diversas comunidades e povos indígenas brasileiros

O Ministério da Cultura fará a entrega dos certificados do Prêmio Culturas Indígenas 2006 – Edição Ângelo Cretã no dia 15 de agosto. Na ocasião, será lançado o catálogo da premiação. A solenidade ocorrerá às 20h30, no SESC Vila Mariana, em São Paulo, com a presença do ministro Gilberto Gil.

Estarão presentes cerca de 150 lideranças indígenas de todas as regiões do Brasil, incluindo 82 representantes das iniciativas selecionadas pelo Prêmio 2006. De 16 a 19, acontecerá a Mostra Cultural Indígena, com rodas de histórias, debates, músicas e oficinas de artesanato.

A parceria entre o SESC/SP e o Prêmio Culturas Indígenas dá seqüência a uma série de ações desenvolvidas pela entidade na valorização e revitalização das culturas indígenas a exemplo do Festival de Outono 97 (Xavantes); Projeto no SESC Santo Amaro, Fórum Cultural Mundial; Marlui Miranda; Kalapalo; Tradição e Resistência; entre outros.

O Prêmio foi criado pelo Ministério da Cultura para incentivar iniciativas de fortalecimento cultural das comunidades indígenas do Brasil. Patrocinado pela Petrobras, por meio da Lei Rouanet, a premiação foi executada pela Associação Guarani Tenonde Porã em parceria com a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC).


Diversidade

Existem no Brasil cerca de 225 povos indígenas que falam 180 línguas distintas. O Prêmio Culturas Indígenas 2006 mobilizou comunidades de 85 povos. As 467 iniciativas inscritas estão retratadas nas mais de 300 páginas do Catálogo que relata as experiências através de textos, fotos, mapas e quadros estatísticos.

Para o cacique da Aldeia Tenonde Porá (SP), Timoteo Verá Popyguá, a Mostra Cultural Indígena será uma experiência muito importante. "Teremos contato com muitas lideranças indígenas de todo o Brasil, conheceremos de perto a realidade de outros povos indígenas e poderemos sentir que as culturas indígenas em todo o Brasil estão vivas, que cada povo está lutando para manter sua forma própria de viver a vida", ressaltou.


O SESC Vila Mariana localiza-se na Rua Pelotas, nº 141, em São Paulo. Informações: www.sescsp.org.br ou 5080-3000.

http://www.cultura.gov.br/upload/Premio%20Culturas%20Indigenas%202007%20Resumo%20da%20Programacao_1186074642.pdf


LinkAug 1, '07 3:02 PM
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Blog EntryAug 1, '07 2:15 PM
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PERFEIÇÃO
A arma de guerra chamada Barbie
Por Paula Sibila

A boneca criada em 1958 é pioneira na configuração de um modelo
corporal que talvez seja o mais tirânico da história ocidental

Uma temporada após a outra, desfiles de moda acendem seus holofotes
nas mais diversas cidades do mundo. Olhos fascinados (ou entediados)
assistem aos vaivéns das passarelas, onde as modelos que servem de
"cabide para as roupas" costumam despertar mais curiosidade que as
extravagantes vestes em exibição.

O corpo das modelos exerce um magnetismo não isento de polêmicas, tais
como os escândalos e burburinhos ligados à anorexia, mas seu brilho
nunca diminui. Elas continuam atraindo os olhares, surpreendentemente
idênticas umas às outras, e todas muito diferentes das comuns mortais
que as admiram em silêncio -e que gostariam de se parecer com elas.
Exércitos de mulheres de todas as procedências querem copiar esses
corpos-modelos que tanto se assemelham entre si, como numa clonagem
universal de um protótipo que há décadas permanece incólume: a Barbie.

Embora já esteja ficando quase velha, essa boneca esguia e eternamente
jovem continua sendo o ícone de um padrão de beleza dos mais
insistentes. Tendo habitado a infância das meninas do mundo inteiro há
quase meio século, a Barbie tornou-se um verdadeiro clássico na
imposição das leis do "corpo bom" em nossa sociedade. Todo um baluarte
pedagógico, a famosa boneca é uma pioneira na configuração de um
modelo corporal que provavelmente seja o mais tirânico da história
ocidental.

Pois as medidas da Barbie são humanamente impossíveis: se os 29 cm de
plástico oco que a conformam fossem transformados em carne feminina,
para conservar as proporções de sua silhueta curvilínea demandariam
uma altura de 2m13 e as seguintes medidas de busto, cintura e quadris:
96-45-83 cm.

Os cálculos indicam que uma mulher com essa contextura pesaria menos
de 50 kg, portanto não possuiria a quantidade de gordura corporal
suficiente para ter ciclos menstruais regulares e não conseguiria nem
sequer andar. Isto significa que até mesmo as modelos que mais
aproximam seus corpos dessa imagem ideal ainda permanecem longe da
"boneca perfeita". As medidas habituais das profissionais da passarela
são 1m75 de altura e os clássicos 90-60-90.

Quanto às mulheres "reais", a meta está bem mais longe dessa harmonia
numérica: para ter as formas da Barbie, uma mulher ocidental de porte
médio deveria esticar sua altura corporal em 40 cm, extrair uns 25 cm
da sua cintura e uns 20 cm dos quadris e, além disso, acrescentar mais
alguns centímetros nos seios.

Há, ainda, um dado bombástico: em 1958, quando a esposa do dono da
empresa Mattel teve a idéia genial de fabricar esse novo brinquedo, o
design da Barbie foi encomendado a um especialista com um currículo
expressivo. Trata-se de Jack Ryan, um engenheiro, que antes de chefiar
o departamento de pesquisa e desenvolvimento da Mattel, também
trabalhou para o Pentágono e para a empresa Raytheon, fabricante de
equipamento bélico.

Nesse emprego anterior, o engenheiro foi responsável pelo design dos
mísseis Sparrow e Hawk. Sabe-se que os brinquedos nunca são artefatos
neutros ou "inocentes"; ao contrário, eles propõem "estilos de vida"
capazes de influenciar uma geração inteira -ou várias, como é o caso
da bem-sucedida boneca norte-americana. Nesse sentido, a Barbie não é
uma trivial mercadoria, e tampouco é apenas uma boneca. Ela é,
sobretudo, um tipo de corpo: um poderoso modelo corporal que com ela
nasceu e com ela ainda se desenvolve. Ela é, aliás, uma verdadeira
arma de guerra, cujo efeito consiste na radiação do "corpo perfeito"
por todos os cantos do planeta.

A história da Barbie é muito eloqüente. Ela foi a primeira boneca cujo
corpo ousou imitar as formas de uma mulher adulta, enquanto os
brinquedos mais tradicionais destinados às meninas sempre reproduziram
a figura do bebê ou de uma criança. "Be anything", promete o slogan da
Barbie: seja o que desejar, você é livre para inventar seu próprio
destino, pode escolher o tipo de trabalho que irá desempenhar quando
for adulta. Faça o que você quiser, desde que a sua aparência seja
como deve ser; isto é, o mais parecida possível com a boneca
impossível.

Pois a Barbie encarna duas tendências aparentemente contraditórias:
por um lado, ilustra a ampliação da autonomia e das liberdades de
escolha para as mulheres; por outro lado, também representa a ardilosa
transformação do corpo em uma mercadoria que deve ser constantemente
aperfeiçoada. Duas tendências que se aprofundaram nas últimas décadas,
e não há dúvidas que a própria Barbie contribuiu para sua expansão.
Por isso, quando as meninas crescem e não conseguem atingir nem o
sucesso e nem o talhe prometidos na infância, costumam recorrer a
consolos mais acessíveis para aliviar suas frustrações: as modelagens
do bisturi, por exemplo, ou então os antidepressivos -que um jargão
mais antiquado chamaria de barbitúricos.

Não deixa de ser significativo, portanto, que esta altíssima loira de
silicone tenha sido lançada em 1959, prenunciando não apenas a
"liberação feminina" que logo viria, mas também a popularização das
modelos hipermagras que seguiram o exemplo da manequin Twiggy. Com
suas inéditas medidas enxutas e sua aparência "desnutrida", essa
modelo britânica escandalizou o mundo quando apareceu pela primeira
vez nas páginas da revista "Vogue", em 1965.

No entanto, apesar das convulsões iniciais, suas formas descarnadas
logo conquistaram tanto o público como os mercados, e hoje nem suas
medidas nem seu aspecto causam espanto algum. Ao contrário, parecem
perfeitamente "normais". Tanto, que seria difícil identificar a
magricela Twiggy se ela desfilasse em qualquer "fashion week" do
planeta.

Na época do seu lançamento, porém, há mais de quatro décadas, até a
revista que a descobrira admitiu o choque da novidade que tais formas
corporais apresentavam. A "Vogue" viu-se obrigada a publicar a
seguinte advertência junto às fotografias: "Suas pernas fazem pensar
que ela não tomou suficiente leite quando era bebê, e seu rosto mostra
a expressão que deviam ter os habitantes de Londres durante a guerra".

Paralelamente a estes dois fenômenos emblemáticos -a aparição da
Barbie em 1959 e de Twiggy em 1965-, que marcaram os primeiros passos
no advento deste novo ideal do corpo feminino, o mundo ingressava em
uma nova era. Nesse ambiente transtornado pelas revoltas da juventude
e pelas reivindicações feministas, vivenciava-se uma flexibilização da
rigidez moral que até então tinha constrangido os relacionamentos e
costumes.

Nesse quadro, começava a agonizar a velha "cultura da intimidade", que
teve seu auge no século 19 e na primeira metade do 20, e deu à luz às
subjetividades interiorizadas da modernidade. Um mundo, enfim, no qual
os sofrimentos eram vivenciados como conflitos interiores (pessoais e
privados), muitas vezes provocados pela necessidade de "reprimir" os
desejos individuais em face à severa moral vigente.

Diante da agonia desse universo, na segunda metade do século passado,
começou a despontar um novo regime de constituição das imagens
corporais e dos "modos de ser", um movimento histórico extremamente
complexo que ainda está em andamento, e que deslancharia uma crescente
exteriorização do eu. Desse processo participaram ativamente aquelas
duas personagens femininas: tanto a boneca Barbie como o corpo-modelo
cuja linhagem Twiggy inaugurara.

Constantemente se renovam as roupas, os estilos e os incontáveis
acessórios que a empresa Mattel comercializa há 48 anos sob a
lucrativa marca Barbie, mas a silhueta da boneca permaneceu
praticamente idêntica ao longo de todo esse tempo. Em 1965, suas
pernas se tornaram flexíveis; em 1968, o rosto ganhou um aspecto ainda
mais jovem, com longos cílios contornando seus enormes olhos azuis.
Depois, os cabelos lisos cresceram ainda mais e o corpo ganhou maior
mobilidade.

Em 1997, quando a moça já era bem mais que uma balzaquiana, os
fabricantes resolveram responder às crescentes críticas acerca da
influência negativa que estaria exercendo sobre as meninas do mundo
inteiro, alastrando um padrão corporal inatingível e contribuindo,
dessa maneira, para a "epidemia" de distúrbios alimentares e
transtornos da imagem corporal. Assim, nos exemplares mais recentes,
tanto a cintura como os quadris da boneca engrossaram levemente, na
tentativa de tornar seu corpo um pouco mais "realista", enquanto os
seios foram diminuídos. De todo modo, as mudanças são bastante sutis,
e a Barbie continua sendo a Barbie.

A verdade é que o mercado desaconselha alterações mais profundas nessa
esbelta figura, que é líder de vendas entre todas as bonecas jamais
criadas: somente no ano em que virou quarentona, faturou US$ 2
bilhões. Vendem-se anualmente mais de 100 milhões de exemplares em 140
países: a cada segundo, três meninas deste planeta ganham um novo
clone. Mas tais números se referem apenas à marca oficial; esquecendo
as incontáveis imitações que, a rigor, cumprem idêntica função. Existe
até um dado tão inútil como ilustrativo: se colocássemos todas as
Barbies vendidas nos primeiros 30 anos -isto é, apenas até 1989-
enfileiradas da ponta das madeixas aos curvos pés, seria possível dar
quatro vezes a volta ao mundo. Ninguém pode dizer que seja pouca
coisa.

É claro que não se trata apenas de uma mercadoria a mais, porém de um
produto intensamente fetichizado. Não por acaso, esta boneca já foi
tema de sérios estudos acadêmicos e protagonizou exposições em museus
e centros culturais. Sob o nome de "complexo de Barbie", ainda,
conhece-se a síndrome que leva algumas mulheres a recorrer à cirurgia
plástica e outras técnicas afins para provocar drásticas mudanças em
seus corpos, tendentes a se parecerem com a loiríssima boneca.

Algumas o fazem explicitamente, e chegam a ficar famosas por causa
disso: escrevem livros sobre sua cruzada, contam suas experiências na
televisão e mostram orgulhosas os resultados. Um exemplo é Cindy
Jackson, cujo site na internet dispensa comentários:
http://www.cindyjackson.com. Mas não é preciso evocar esses extremos:
são inúmeras as mulheres que perseguem essa meta sem explicitá-lo, por
isso é tão comum encontrar êmulas anônimas da Barbie andando pelas
ruas de qualquer cidade.

Como uma prova da vigorosa influência cultural desse modelo, não
surpreende que os padrões de beleza vigentes em nossa sociedade tenham
mudado radicalmente nos últimos 50a anos. Junto com esses protótipos
ideais, também foi se metamorfoseando a silhueta das mulheres reais de
todo o planeta. Basta citar apenas um exemplo bastante elucidativo: em
1951, a moça que ganhou o concurso de Miss Suécia media 1m71 de altura
e pesava 68,5 kg; pouco mais de três décadas depois, sua colega de
1983 media 1m75 e pesava 49 kg.

Entre uma e outra rainha de beleza escandinava, houve uma verdadeira
barbierização dos padrões. Em termos médicos, o índice de massa
corporal (IMC) da primeira era de 23,4, um valor que ainda é tido como
normal, enquanto o da segunda é de 16, e já está bem aquém do mínimo
considerado saudável.

As manequins sempre foram magras: algumas décadas atrás, quando ainda
não eram celebridades e nem constituíam o sonho que toda menina quer
encarnar quando crescer, pesavam 8% menos que a média da população,
mas atualmente essa diferença é de 23%. No ano passado, ecoando uma
série de notícias trágicas sobre mortes de modelos que sofriam de
anorexia (entre elas, a brasileira Ana Carolina Reston), os
organizadores da "fashion week" de Madri impediram a participação de
todas aquelas profissionais cujo índice de massa corporal fosse
inferior a 18. Para uma jovem de 1m75 de altura, esse valor implica um
peso de 56 kg.

Proibições semelhantes foram adotadas em desfiles realizados em outros
países, mas a decisão foi polêmica e muito criticada, inclusive por
alguns médicos, que sublinharam a ineficácia de utilizar apenas um
indicador isolado e arbitrário. De todo modo, sabe-se que a grande
maioria das modelos atuais ficaria desempregada se a nova regra se
generalizasse, pois estima-se que seu IMC oscile entre 17 e 17,5,
podendo chegar até 15,6 -quando os parâmetros médicos continuam a
indicar que o valor "normal" repousa entre 18,5 e 25.

Confirmando esse brusco emagrecimento e alongamento ocorrido nas
últimas décadas, tanto dos padrões corporais considerados ideais como
das medidas reais dos corpos-modelo, uma revista afirmou que as
medidas de Gisele Bündchen "são perfeitas: 1m79 metro de altura e 54
kg". Isso implica um índice de massa corporal de 16,85 -portanto, ela
também seria banida dos desfiles, caso a nova regra vingasse. Cabe
frisar, porém, que o perfil dessa modelo gaúcha se aproxima, bem mais
que a maioria de nós, dos padrões propostos pela Barbie; contudo, ela
tampouco chega a atingi-los.

Por isso, aquele engenheiro Jack Ryan -criador de mísseis para o
Pentágono e da boneca Barbie para e empresa Mattel- ergue-se como uma
encarnação moderna do mítico escultor grego Pigmalião, aquele que
esculpira uma estátua perfeita da qual acabou se apaixonando. Afinal,
o designer de equipamento bélico que forjou a boneca mais famosa do
mundo foi o sexto marido da bela atriz Zsa Zsa Gabor, loira e esguia
estrela de Hollywood dos anos 50 -considerada a primeira celebridade
que ficou famosa apenas por causa da sua celebridade; não por acaso,
foi tia-avó de outra loira hoje célebre: Paris Hilton.

O casamento do inventor e sua musa, porém, foi tão "imperfeito" que
sequer durou um ano. Contudo, assim como Pigmalião, o engenheiro
norte-americano acabou criando, artificialmente, uma mulher mais
"perfeita" que qualquer exemplar real e carnal do gênero feminino.
Seguindo os passos da sua ancestral mitológica -aquela escultura
construída em marfim na Grécia Antiga-, a boneca de plástico nascida
em um laboratório do século 20 logo se converteria no ícone do "corpo
perfeito", um modelo a ser desejado e imitado fervorosamente.

E uma verdadeira arma de guerra, pois tal desejo é tão ardente quanto
universal, capaz de converter todas as diferenças em meros desvios com
relação a essa poderosa norma. Nos últimos anos, os avanços do padrão
corporal magro, esbelto e "sarado" têm enxugado, gradativamente, todas
as alternativas que a diversidade étnica e cultural do mundo
pré-globalizado tinha a oferecer.

Um exemplo é bem local: as famosas mulatas do carnaval carioca
recorrem, cada vez mais, à lipoaspiração e ao silicone para tornear
seus corpos de acordo com os moldes globais. Outro exemplo é bastante
longínquo, remete àquelas silhuetas exóticas que alguma vez encantaram
o pintor Paul Gauguin e foram imortalizadas em todas as cores de sua
obra.

Trata-se de um arquipélago da Micronésia rodeado pelo Oceano Pacífico,
onde os corpos e certos hábitos das nativas estão mudando de um modo
peculiar: poucos anos depois da televisão dos Estados Unidos ter
irrompido no cotidiano desse grupo de ilhas outrora isoladas, as
mulheres começaram a se preocupar intensamente com o próprio peso e
com o aspecto corporal, recorrendo a severas dietas e exercícios
físicos. Além de mudarem os padrões de beleza ancestrais,
multiplicaram-se os casos de anorexia e bulimia na região. Tudo para
se parecer com ela: a Barbie.

Pois mesmo constituindo um ideal inatingível, sempre existe a
possibilidade de comprar o rosto e o corpo das modelos, uma promessa
que é vendida nas mais diversas embalagens: nas prateleiras de
supermercados e farmácias, nas academias de ginástica e nas clínicas
de tratamentos estéticos, e agora também nos "reality-shows de
transformação".



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